Especialidade
Depressão e Distimia
Avaliação aprofundada de transtornos depressivos, incluindo depressão unipolar, bipolar e transtorno depressivo persistente (TDP/distimia).
O que é Depressão e Distimia?
A depressão é um dos transtornos mentais mais prevalentes do mundo, e também um dos mais subdiagnosticados e maltratados. Muitos pacientes chegam ao consultório após anos de tentativas frustradas: medicações trocadas sem critério, diagnósticos imprecisos, melhoras parciais seguidas de recaídas.
A depressão não é fraqueza, preguiça ou falta de força de vontade. É uma condição médica com base neurobiológica, genética e psicológica, que compromete o humor, a energia, o pensamento e o funcionamento diário. Existem diferentes tipos: depressão maior, depressão bipolar, distimia (transtorno depressivo persistente). Cada um exige abordagem específica.
Sintomas e Sinais
Os sintomas clássicos incluem tristeza persistente, perda de prazer (anedonia), cansaço extremo, distúrbios do sono e do apetite, dificuldade de concentração, sentimentos de culpa e, nos casos mais graves, pensamentos de morte. Na distimia, os sintomas são mais leves mas duram anos, o que pode levar o paciente a normalizar o sofrimento e nunca buscar ajuda.
- Tristeza persistente ou vazio emocional
- Perda de interesse em atividades antes prazerosas
- Fadiga e falta de energia constantes
- Alterações no sono (insônia ou hipersonia)
- Dificuldade de concentração e memória
- Sentimentos de culpa ou inutilidade
- Pensamentos de morte ou ideação suicida
- Alterações de apetite e peso sem causa física
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico preciso exige tempo. Uma avaliação superficial de 20 minutos não é suficiente para distinguir depressão unipolar de depressão bipolar. Essa distinção é fundamental, pois o tratamento é radicalmente diferente. Uso antidepressivos sem esse diagnóstico correto pode piorar o quadro bipolar. A avaliação aprofundada investiga história familiar, episódios anteriores, padrão de sono, impulsividade e outros marcadores clínicos relevantes.
Tratamento
O tratamento integra psicofarmacologia (quando indicada) e psicoterapia. A escolha do medicamento leva em conta o subtipo de depressão, comorbidades, histórico de resposta e efeitos colaterais. A psicoterapia de orientação psicodinâmica permite trabalhar os conflitos subjacentes, os padrões relacionais e o sentido do sofrimento, indo além do controle de sintomas.
Minha abordagem diferenciada
Minha abordagem diferenciada começa pelo tempo dedicado à avaliação. Consultas iniciais com mais de 1 hora, investigação sistemática da história clínica e construção de um plano terapêutico que faça sentido para a singularidade de cada paciente. Sem protocolos genéricos.
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