Área de Tratamento
Instabilidade Emocional e Transtornos de Personalidade
Quadros marcados por intensidade emocional, impulsividade, sofrimento afetivo persistente, relações instáveis e dificuldade de estabilidade interna.
O que é Instabilidade Emocional e Transtornos de Personalidade?
Transtornos de personalidade estão entre os diagnósticos mais estigmatizados da psiquiatria — e os que mais frequentemente levam ao abandono terapêutico. Pacientes com esses quadros frequentemente já foram descartados por outros profissionais como "difíceis" ou "não colaborativos". O que raramente é dito é que a dificuldade está na intensidade do sofrimento, não na falta de vontade de melhorar.
Transtornos de personalidade são padrões duradouros e inflexíveis de experiência interna e comportamento que desviam das expectativas culturais e causam sofrimento significativo. Os mais clinicamente relevantes incluem: borderline (TPB), narcisista, evitativo, dependente e obsessivo-compulsivo de personalidade. A instabilidade emocional intensa — característica central do TPB — frequentemente se apresenta como humor "caótico", relações turbulentas e sofrimento subjetivo profundo.
Sinais e Apresentação Clínica
No TPB: instabilidade emocional intensa, relacionamentos caóticos entre idealização e desvalorização, impulsividade, automutilação, sensação crônica de vazio e medo intolerável de abandono. Em outros transtornos, os padrões são distintos: grandiosidade e falta de empatia no narcisista; evitação e hipersensibilidade à crítica no evitativo. O denominador comum é a rigidez do padrão — a repetição do mesmo funcionamento em diferentes contextos, ao longo do tempo.
- Oscilações emocionais intensas e rápidas sem causa aparente
- Relacionamentos instáveis, com ciclos de idealização e desvalorização
- Medo intenso de abandono real ou imaginado
- Comportamentos impulsivos com consequências autodestrutivas
- Sensação crônica de vazio interno
- Identidade instável ou difusa — não saber quem se é
- Autolesão ou comportamentos suicidas recorrentes
- Sensação de que as emoções são sempre mais intensas do que as dos outros
Como é feita a avaliação?
O diagnóstico de transtorno de personalidade requer avaliação longitudinal: os padrões precisam ser estáveis ao longo do tempo e presentes em diferentes contextos. É fundamental descartar outros transtornos que podem simular características de personalidade: transtorno bipolar, TEPT complexo, TDAH. A confusão diagnóstica nesses casos é frequente e tem consequências sérias para o tratamento.
Tratamento
A psicoterapia é o tratamento principal para transtornos de personalidade. A medicação tem papel adjuvante para sintomas-alvo como impulsividade ou instabilidade afetiva. O processo terapêutico exige tempo, consistência e uma relação terapêutica estável — que por si mesma tem função estruturante. A formação em psicanálise e psicoterapia psicodinâmica orienta o trabalho com casos de maior complexidade.
Minha abordagem diferenciada
Minha formação em psicanálise freudiano-lacaniana oferece ferramentas para compreender a estrutura subjetiva além do comportamento observável. Trabalhar com transtornos de personalidade exige exatamente isso: ir além do manejo sintomático e alcançar o nível onde a mudança real acontece.
Outros Tratamentos
Transtornos de Humor e Sofrimento Emocional
Depressão, depressão refratária, transtorno bipolar, oscilações persistentes de humor e sofrimento emocional crônico que impactam relações, estabilidade emocional e qualidade de vida.
Ansiedade e Esgotamento Emocional
Ansiedade persistente, síndrome do pânico, insônia, burnout e estados de hiperalerta emocional associados à dificuldade de desligar a mente e sustentar a rotina sem sofrimento.
Impulsividade, Compulsões e Perda de Controle
Compulsões comportamentais, compulsão por jogos e apostas online, impulsividade persistente, compulsão alimentar e outros comportamentos de difícil controle associados a sofrimento emocional significativo.
Neurodivergências e Funcionamento Mental
TDAH no adulto, autismo no adulto, dificuldade de organização mental, procrastinação persistente, sobrecarga cognitiva e sensação recorrente de desorganização interna.
